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Crônicas Cotidianas: a professora, o tecnólogo e a "ceifinha"


Sábado, dia de cortar a grama e limpar o quintal, pois é o único dia em que a professora tem tempo de fazer isto. Trabalhar quarenta horas semanais e organizar a casa no tempo que sobra -além de escrever, passar tempo com o marido tecnólogo, regar o jardim, verificar a horta, programar aulas e outros etcéteras implica em só um sábado ou dois por mês conseguir aparar o bendito gramado. 
A luta começa. Verificando o fio da ceifadora, calçar as botas que apesar de protegerem muito bem os pés deixa os dedões doendo ao final do embate, procurar o óculos de proteção por ter receio de alguma coisa voar - "imagina se pega no olho!" - conectar duas e até três extensões para não ficar trocando de tomada cada vez que se vai mais longe. 
Passar a ceifinha no quintal implica também em despertar a ira dos pernilongos e maruins, e nem colocar um par de calças salva as pernas do ataque destes insetos hematófagos. Às vezes um sapinho ou rã salta assustado assim que a máquina é posta em operação. E às vezes algumas plantinhas que não deveriam ser ceifadas o são por acidente. Mas faz parte. Como também faz parte tomar um cuidado quase paranóico para evitar que se corte o próprio fio elétrico da ceifadora por engano. 
Poderia ser uma roçadeira, mas é uma ceifadora. Bem mais simples e leve, porém com o inconveniente de volta e meia o fio quebrar e a professora ter de desligar a máquina e arrumar o carretel novamente. 
O tecnólogo aparece e pede para usar um pouco a máquina, ele se diverte fazendo isso. Em poucos minutos tudo está aparado,as pernas já estão cheias de picadas e o suor se faz presente. Aproveitando a situação, eis que a máquina de cortar grama já aparece em cena, para deixar o gramado na frente da casa bem cuidado. Os canteiros com flores vão sendo limpos e a grama vai abaixando, enquanto o sol fica a pino. Um banho depois, um almoço preparado e os serviços domésticos que vão ficando para a tarde...depois de assistir alguns episódios de The Big Bang Theory porque ninguém é de ferro. 


Gostaram desta maluquice? Estou começando uma nova série de crônicas cotidianas, que podem ser ou não baseadas em fatos reais - não vou contar quando é real ou não, ahahah! 

Abraços, beijos e até sexta-feira! 

Comentários

  1. rssssss...Adorei! E acho que essa é real... Deu pra ver perfeitamente a cena...
    E me fez lembrar que sempre fui aceleradinha. Num intervalo entre as audiências, resolvi que aquelas plantas deveriam ser podadas no jardim... Troquei a roupa de advogada pelas roupas de chica jardineira e me fui... Um marimbondo me picou e inchei como um sapo boi. E assim tive que ir às audiências da tarde,rs Coisas beeeeeem normais... E o meu tecnólogo estava trabalhando longe, nem pode me acudir,rs... bjs, chica

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  2. Boa noite, querida amiga Mari!
    Um conto bem legal e me pareceu ser real pois, de vida de professora, eu entendo bem,rs...
    Seja muito feliz e abençoada junto aos seus amados!
    Bjm fraterno de paz e bem

    ResponderExcluir

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