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5 de mai. de 2026

Resenha: O Mundo é um moído, de Samuel de Gois

Essa postagem faz parte do Desafio Literário 2026, promovida pela Sybylla, do blog Momentum Saga!   


Livro: O Mundo é um Moído

Autor e ilustrador:  Samuel de Gois

Editora: Guilhotina

192 páginas - 2023  - 1ª Edição

-Livro publicado por  financiamento coletivo


O Mundo é um Moído é escrito e  ilustrado por Samuel de Gois, cuja obra conheci ao acaso quando ainda utilizava a plataforma Twitter. 
Foi o tipo de compra que fiz no impulso, vendo algumas tirinhas dele e pensei: "poxa, vou comprar um exemplar desse livro". 
Páginas iniciais do livro que comprei, com autógrafo do autor.

Descrição: a imagem mostra duas páginas do livro.
A página da esquerda possui uma ilustração feita pelo autor, na qual um homem está navegando em um pequeno barco a vela. Abaixo está escrito: Samuel de Gois. Na página da direita, acima o autor escreveu meu nome e desenhou cinco duplas colcheias ( símbolo musical).
Impressa na página, uma iulstração de Dom Quixote investindo contra um moinho de vento, sobre o qual está um violonista tocando no telhado. 

O Mundo é um Moído reúne tirinhas reúne tiras poéticas e sofridas  que foram produzidas ao longo de mais de dez anos pelo autor. Ele possui um estilo de tirinhas de 4 a 9 quadros, que se solidificou em uma série chamada "Filosofia de Banheiro" que virou livro em 2013. 



vídeo ilustrando uma das páginas do livro


As tirinhas de O Mundo é um Moído são divididas em diferentes categorias, já começando com  "Ainda é cedo, amor", em quadrinhos sobre coração partido, separação, amor não correspondido e os sentimentos antagônicos advindos destas circunstâncias. 


#paratodosverem: imagem de uma das páginas do livro com a ilustração de uma pessoa de ponta cabeça chorando, rosto entre as mãos e cujo corpo parece rachar. No último quadrinho, uma grande borboleta está pousada sobre o ombro da pessoa. Nos quadrinhos se lê: " Meu corpo rachou...você se foi. Me tornei uma carapaça. O que cresceu dentro foi embora voando".


Na segunda parte, "Em pouco tempo não serás mais o que és", os quadrinhos variam entre divagações, reflexões profundas e mesmo humor com elementos da mitologia e da cultura pop.


#paratodosverem: tira em quatro quadros, com duas personagens de olhos vendados conversando entre si: 
 Um pergunta ao outro, em três quadros: "Porque as pontas dos balões de fala são afiadas?"
Ao que o outro, mostrando algumas cicatrizes no corpo, responde no quarto quadro: "Palavras machucam"!

Em "quando notares estás à beira do abismo", o autor mostra como é ingrata, árdua e muitas vezes solitária a luta contra a depressão, algo que perpassa boa parte de seu trabalho. 

#paratodosverem: imagem de uma das páginas do livro com a ilustração de uma pessoa de olhos fechados, sentada segurando seus joelhos. Esta imagem ocupa todos os nove quadros. Distribuída entre os quadros, está a frase: " Eles te afogam e pedem: 'respira fundo'. Não sabem que hoje é um mergulho.



Segundo Sérgio Codespoti escreve no prefácio do livro, "Samuel nos atira nas profundezas das emoções e na angústia sem forma, mas nos permite emergir mais maduros, conhecedores das nossas limitações".  Seja na tirinha em que uma moça devolve um guarda-chuva na loja porque "ele só guarda rancor", nas referências a músicas como "Ela partiu" de Tim Maia ou em uma que ficou muito famosa na internet, da senhora idosa na barca de caronte, é impossível não refletir sobre nossos sentimentos e em como emoções podem impactar nas escolhas que fazemos.

Foi uma grata compra por impulso e recomendo a leitura com certeza!!!

Para conhecer e saber mais: 

Site do autor:Samuel de Gois


3 de set. de 2014

Blogagem Coletiva: Livros que marcaram a minha infância

Atendendo a uma convocação da Sybylla (Momentum Saga) no Twitter, hoje tem BC! 


Livros que Marcaram Nossa Infância!!!








Vamos lá..

O primeiro livro que me recordo, que foi o primeiro que tive muita, muita vontade de ler, foi Reinações de Narizinho (Monteiro Lobato). Ainda tenho aqui em casa o exemplar, com um carimbo de uma biblioteca do ano de 1967. Era de uma tia minha.


Além deste livro, outro que li foi Caçadas de Pedrinho, do mesmo autor. Adivinhou quem disse que também tenho este livro em casa. 


Na realidade, eu lia e ainda leio o que cai à minha frente, então durante minha infância, assim que fui alfabetizada - o que lembro que aconteceu bem rápido - li muitos livros por ano. Lembro bem que não via a hora de aprender a ler, pois queria muito fazer isto sozinha.

Vivia relendo este exemplar!
Além destes dois livros, tinha uma coleção de gibis da Turma da Mônica e da Disney, cresci rindo e me divertindo com Pato Donald, Mickey, Pateta (Ah, a coleção Pateta Faz História! Pena que só tive acesso a dois gibis destes).







Uma outra obra que me chamou muito a atenção foi uma Bíblia em quadrinhos. Toda minha família é católica, e ter este exemplar da Bíblia foi muito bom, pois tinha uma linguagem simplificada e as ilustrações davam uma ideia de como era a vida, as vestimentas. Era o cristianismo com rosto e personalidades.

Eu lia muitos livros por mês ( "fininhos"), e a cada ano o interesse e a quantidade de páginas dos livros iam aumentando.

Na adolescência, conheci os livros da série Vagalume,e os que mais me marcaram foram Um Cadáver Ouve Rádio e Zezinho, o Dono da Porquinha Preta. Além destes,a adolescência me apresentou aos ótimos Fernando Sabino e Luís Fernando Veríssimo.










Foi na adolescência também que conheci O Pequeno Príncipe e seu amor pela rosa, e admito que chorei no final, rsrsrs.







Além destes livros, li muitas revistas, enciclopédias e o que mais achasse interessante.Tinha um interesse muito grande por Ciências, principalmente o funcionamento do corpo humano e o reino animal, e lia todo material que encontrasse a respeito. Na verdade, eu era quase uma CDF, embora tomasse bomba em Física.



O que percebi com esta blogagem?


Muitas pessoas ainda reforçam o discurso de que "brasileiro não lê", mas vejo muitas crianças e jovens falando sobre seus livros preferidos, adolescentes discutindo com propriedade no Skoob, grupos no Facebook e Twitter. Hoje em dia, o acesso aos livros está mais fácil, na nossa época de infância nem sempre conseguíamos os livros que desejávamos, pois era difícil comprar.

No meu caso, as bibliotecas e livros "mais ou menos velhos" que parentes repassavam foram a salvação, comprar livros era quase impraticável. 
O que salta à vista, e que leva muitos a acharem que os "jovens não gostam de ler", é o fato de não lerem os tais clássicos da literatura. Eu mesma não gostava de ler quando algo era imposto. Outra coisa são os crassos erros de ortografia e expressão nas frases, problemas de interpretação de textos... Mas ainda insisto em dizer que crianças e jovens leem, sim!
Mas é preciso adaptar alguns pensamentos, modos de incentivar as crianças a gostar de livros. Sou professora e sei que as crianças gostam muito de "histórias",e  se o/a professor/a ler com entusiasmo e mostrar gosto pela leitura, influenciará positivamente seus alunos.

E você? Quer participar? 
A blogagem está bombando! 
Deixe seu link lá Momentum Saga! 





31 de jan. de 2013

Meu Herói de Infância

(Essa é uma blogagem coletiva, organizada pelos blogs Do que Eu Quero e Uma Pandora e Sua Caixa - vide postagem anterior)


Quando vi esta proposta de blogagem,me entusiasmei, pois todos nós tivemos um herói ou heroína (até mesmo vilão) favorito na infância. 
Mas agora, em frente ao monitor do computador, vejo que não é tão fácil como parece... pelo menos para mim, que assistia muitos desenhos e séries sobre super-heróis.
Sério. Eu lembro de tantos desenhos e seriados..
Lembro do He-Man ( e os mestres do universo!) E da irmã dele, She-Ha. E como deveria ser um gasto danado viajar de um planeta para outro quando queriam se visitar, hahahah...
Um dos primeiros super-heróis que me lembro é do Superman. Super força, supervisão, visão de raio-x, voava e era tremendamente ético.
Mas eu preferia ver o seriado  (não o desenho) do Batman.Não o Batman soturno, melancólico do cinema mais atual. O Batmam que passava na tv, mais antigo (série com Adam West):  com um cinto de utilidades, traquitandas tecnológicas variadas e sempre pronto a atender, junto com o Robin, aos chamados do comissário Gordon.(Sim, eu sei que a série surgiu bem antes de meus pais imaginarem que um dia eu teria infância e mais tarde um blog)
 Era um seriado mais ingênuo, de certa forma. O bom era bom, o mau era mau e o Batman não vivia se debatendo em um mar de autopiedade e isolamento da sociedade como nos últimos filmes - ele era mais afável. E, também tinha menos violência.

É difícil falar de um herói só... Então, com licença que vou escrever mais um pouquinho. Quero deixar algumas linhas sobre um desenho: Os SuperAmigos !


(Enquanto isso, na sala da justiça....)



Vários heróis reunidos, mostrando além de seus poderes, que não eram invencíveis e muito menos passíveis de falhas - o lado humano aparecia bem no desenho. Mas que provavam que, com união e consenso,era possível sim vencer o mal - pelo menos até o próximo episódio, ahahha. sério.. eles nunca podiam ter umas feriazinhas?

Bem, é isso...queria ter uma preferência mais definida, mas ainda não cheguei a esse patamar.

Fico por aqui, e nos vemos na próxima bat-postagem.


(Para saber quem mais está participando da blogagem, acesse o blog da Pandora, lá tem a lista dos blogueiros que estão escrevendo sobre esse assunto. E se você participou da blogagem, não esqueça de deixar o link para seu post lá, no add your link)

1 Imagem, 140 Caracteres #652

 Bom dia, boa tarde, boa noite!  Tudo bem por aí? Aqui onde moro está rolando a quarta edição da Feira do Livro, que está com uma programaçã...

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