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28 de fev. de 2017

Resenha:Invisível, de Andrea Cremer e David Levithan

Continuando o Desafio Literário 2017, proposto pelo Momentum Saga! 


Desafio Literário 2017 - Um livro que comprei pela capa
Invisível
Autores: Andrea Cremer e David LevithanPáginas: 322Editora: Galera RecordAno: 2014

  A capa chamou-me a atenção, quando vi as marcas amarelas e, sem chegar muito perto pensei qual a causa de uma lacuna. Logo notei que havia uma "mancha" sim, porém sem cor. Invisível, como o título. A contracapa tem o efeito inverso, várias "manchas" invisíveis e apenas uma, amarela, destacada entre todas. Ler a citação que iniciou esta postagem fez com que eu decidisse "pagar para ver". Comprei o livro. ( na verdade, li as orelhas também para terminar de me decidir) 



    " A solidão vem da ideia de que você pode estar envolvido no mundo, mas não está. Ser invisível é ser solitário sem o potencial de outra coisa além de solitário. Por isso, depois de um tempo, você se retira do mundo. É como se estivesse num teatro, sozinho na plateia, e tudo mais estivesse acontecendo no palco".  (Texto na contracapa do livro). 


   





       Stephen é vítima de uma maldição cuja história não conhece. Não faz ideia de o por quê ter sido amaldiçoado e por quanto tempo esta maldição irá durar. Stephen é invisível. Não literalmente, e sim fisicamente. Desde que nasceu, não faz ideia de como é seu rosto. Invisível para os outros e para si próprio, Stephen passa os dias sozinho, recebendo as compras na porta do apartamento e pagando tudo o que necessita com um cartão de crédito, única lembrança de que tem um pai. Os pais se divorciaram há anos. A mãe, faleceu há um ano atrás, deixando Stephen completamente só em uma cidade, em um mundo que ignora sua existência. Quando sai de seu apartamento, precisa concentrar-se em seu corpo, pois quando se distrai as pessoas podem simplesmente atravessá-lo. Sua vida é uma constante luta para não esquecer que existe. 

    Elizabeth acabou de chegar à cidade e tudo o que quer é paz e uma certa invisibilidade. Sofreu muito com a rejeição dos antigos amigos à sexualidade de seu irmão e depois de uma violenta demonstração de intolerância que culminou com um longo período de internação dele, mudou-se com sua família. Decidida a começar uma nova vida, cogita mudar seu apelido, pedindo para ser chamada pelo seu segundo nome. Quer reescrever sua história e livrar-se da mágoa que ainda sente em relação ao acontecido. 

   Elizabeth, em seu primeiro dia no novo apartamento, entra no elevador e não compreende porque o novo vizinho não a ajuda quando ela derruba a sacola de compras no chão. O novo vizinho é Stephen que  ao ouvi-la pedindo ajuda de forma intempestiva, leva um choque: Ela o vê! Alguém finalmente o enxerga, sabe que ele existe e fala com ele! 

Logo Stephen descobre que a maldição não terminou assim, tão facilmente. Na realidade, Elizabeth é a única pessoa que o vê. Uma amizade se forma, rapidamente dando lugar a uma paixão adolescente... com um complicador a mais: a invisibilidade de Stephen. 

Com o passar dos dias, descobrem a origem da maldição e todo um mundo mágico em Nova York, dando início a uma busca por uma cura para Stephen, descobertas surpreendentes, poderes revelados e situações que colocarão à prova a força e a coragem deles. 


   Laurie, irmão de Elizabeth, merece um comentário à parte. Apesar de não ser retratado logo no início, ele é a pessoa que auxilia o casal a manter a cabeça fria nos momentos mais tensos, equilibrando-se com maestria entre o mundo normal com suas tarefas cotidianas e o mundo mágico com o qual começa a conviver tentando ajudar Elizabeth e Stephen. Laurie usa de serenidade e bom humor para dissipar os momentos de desespero e tensão, fazendo amizades facilmente  e propondo perguntas objetivas, como se todo o mundo de encantamentos e conjuros que enfrenta com a irmã e o namorado invisível dela fossem algo normal. Na realidade, Laurie parece "perfeito demais" na história toda. 

 O livro foi escrito por dois autores, revezando-se nos capítulos. 

 O final da história fica em aberto, dando a possibilidade de quem está lendo imaginar o que pode vir a seguir. Pode ser meio decepcionante para algumas pessoas. Ou não... 

E então, você já conhecia o livro? Ficou com vontade de conhecer? 

Deixe sua opinião aí nos comentários! 








  








24 de fev. de 2017

1 Imagem, 140 Caracteres # 179

Boa noite! 

Chegando agora, pois o dia foi longo! 

E chegando com não uma, mas DUAS imagens sugeridas pela Silvana! E então, qual imagem você irá  escolher: será a imagem número 1? A imagem número 2? As duas (por que não)? 


 A primeira imagem, a Silvana postou no #momentodereflexão na sexta-feira passada. tirada daqui
A segunda é de Chico Davincci, palhaço reficense, e foi tirada da Wikipedia

Abaixo as imagens, fiquem à vontade para escolher! 




Como me libertei, devo libertá-los também. A gaiola vazia é para me lembrar que ninguém é feliz com amarras, físicas ou não. 



Eu tinha de brincar de estátua agora que fiquei apertado? O pior é pensar que tenho de ficar assim por pelo menos dez minutos.


Solte a sua imaginação e entre em mais esta Blogagem Coletiva com a gente! Bom final de semana! 


 ( Como só postei agora, não vou colocar o inlinkz, vamos todos colocar os links para nossos blogs lá no Meus Devaneios Escritos!)



17 de fev. de 2017

1 Imagem, 140 Caracteres # 178

Olá, pessoal! 

Depois de uma semana conhecendo meus novos alunos e retomando o ritmo, aqui estou para deliciar os vossos olhos com a imagem escolhida para esta semana! 
Então, que tal? 
Que inspiração esta imagem traz prá você? 

Ah, depois de criar sua inspiração, embarque comigo e com a Silvana visitando os demais participantes! 


Ensaio dos noivos na chuva - Foto Alexander Muradas

A chuva não abala nosso momento de felicidade.Pelo contrário, é uma bênção e nos faz sorrir, na expectativa de mais momentos assim juntos!




Bom final de semana e até mais! 






10 de fev. de 2017

1 Imagem, 140 Caracteres # 177

Olá, pessoas! 

Mais uma sexta-feira chega e desta vez a Silvana nos desafia com a imagem abaixo.. Senti muitas coisas diferentes ao vê-la, demorei um pouco para escolher qual inspiração me nortearia. Mas eis que ela, a frase, apareceu! 




Meu melhor amigo está no hospital. Por isso, estou levando a bicicleta dele para casa.. Logo vamos pedalar juntos de novo! 


Tenham todos um final de semana, e vamos nos visitar! Não se esqueçam de passar também no Meu Devaneios Escritos! 

Até mais! 





8 de fev. de 2017

Dente de Leão



Soprava lentamente a flor, observando cada pequena semente deslocando-se e ganhando o ar com seus "paraquedinhas". Não iriam pousar muito longe dali.

    Colheu mais algumas e saiu soprando novamente, desta vez com força, para ver até onde o impulso faria voar os pequenos pedaços até então unidos. Soprou até ficar tonta. Deitou no gramado e ficou vendo as pequenas sementes caindo aqui e ali.Estava quase na hora de almoçar, depois escola. 

  Ficou imaginando se todas as sementes brotassem, como o gramado ficaria. Deitou-se de bruços e ficou observando a fileira de formigas carregadeiras com seus pedacinhos de vegetais. Uma vez, ouvira falar que estas formigas não comiam as folhas, e sim que as estocavam no formigueiro e esperavam nascer um cogumelozinho para se alimentarem dele. Mas elas não morreriam de fome antes disso? Ouviu a voz da mãe chamando. Sobre as formigas não sabia, mas ela estava ficando com fome. 

    Enquanto almoçava, ficou pensando nos dentes de leão, nas formigas, em como seria legal se desse para diminuir de tamanho a ponto de entrar em formigueiros, colmeias e onde mais desse para poder ver como era a vida dos bichinhos. Ou conseguir uma lupa para ver se era mesmo verdade que dava para colocar fogo em pedaços de papel.

   Anos depois, quando a vida a havia afastado deste doce ócio diário, ela se viu passando pelo gramado novamente. Resolveu ficar com os pés descalços, e notou vários pezinhos de dente de leão. Seriam resultado das brincadeiras de soprar de anos atrás?  

Deitou-se no gramado e agora estava novamente com oito anos e soprava as flores, de novo ficava olhando para o céu e vendo-as flutuar. Novamente tinha dez anos e observou a caminhada ininterrupta das formigas. Desta vez, já sabia bem  como era a vida no interior dos formigueiros. E desta vez também tinha uma lupa. 


3 de fev. de 2017

1 Imagem, 140 Caracteres # 176

Bom dia, pessoal! 

E aqui estamos de novo, mais uma sexta-feira, a primeira de um novo mês! 

Pensei em colocar  desta vez uma imagem com animais, e me deparei com esta ... 


Não se esqueçam de passar lá no blog da Silvana, parceira de projeto, além de visitar os demais participantes! 





-Ei.. pode dar um pulinho aqui e me ajudar? Eu não quero acordar o bichano...Ele está tão tranquilo! 


Desejo um final de semana leve e abençoado para todos vocês! 

Até mais...



1 de fev. de 2017

Rock and Roll All Nite


        A guitarra já estava afinada. A bateria, colocadinha lá no palco. O baixo, nas mãos de seu dono. Casa cheia, seria uma noite ótima! Clarissa já ouvia em sua mente os acordes do baixo. Tum, tum, tum... dedilhava no ar uma de suas músicas favoritas. O grupo tocaria hoje covers do Kiss e, se desse tempo, Iron Maiden . Baixo. Um dos sons que as pessoas menos prestavam atenção. Discreto como Clarissa. Muita gente esperava os shows de rock para ver os trejeitos e solos de guitarra ou delirar com o baterista colocando sua força nos pratos e tambores, mas Clarissa sabia. 

        A música é isso, tem de ter a harmonia. Rock não é só bateria e guitarra. Sem o baixo, muitas músicas não teriam a graça que tem. “Se você está aqui, dos Titãs”, por exemplo. Caramba, teria muita diferença se não fosse o som do baixo na música o tempo todo, preenchendo com seu tom grave o refrão e o tempo sem voz. Nem todos prestam atenção, mas faria falta sim. Da mesma forma que ela e a equipe de trabalho. Todos viam os músicos no palco, mas poucos paravam para pensar no trabalho de toda uma equipe, mais numerosa que os componentes da banda, que passariam facilmente despercebidos na rua. Toda uma equipe trabalhando para um resultado final.

A banda logo se apresentaria. Clarissa verificou novamente se todos os itens essenciais no palco estavam em seus lugares. O guitarrista dava uma última verificada em seu instrumento. As luzes estavam sincronizadas, já haviam sido testadas. Desde as duas da tarde, quando começou a passagem de som, Clarissa estava lá. Chegou até a dedilhar no baixo alguns acordes de Babilônia Blues. Faltavam menos de cinco minutos para o show começar. Todos já estavam a postos. Clarissa fez um silencioso sinal de positivo com o polegar, e todos foram ao palco.

Continuava ali, assistindo dos bastidores. Ganhara o baixo do seu pai, e ainda o conservava bem. Tocava eventualmente com alguns amigos, mas ainda não cruzara a fronteira que a separava do palco. Há alguns anos conseguira este emprego, nos bastidores. Sempre eficiente e meticulosa, era a funcionária favorita da banda, porém por alguma razão que talvez fosse maior que simples timidez, não manifestava sua vontade crescente de estar no palco com os músicos, em vez de apenas contemplá-los tocando após todo o trabalho. Fazia parte da banda, de alguma forma. Se não estivesse ali para checar o som, luzes, passar a playlist e providenciar outros artigos de necessidade, os shows não aconteceriam com o mesmo brilho. Ou talvez nem acontecessem. 

O que seria da banda se de repente Clarissa revelasse seu gosto por tocar, nem que fosse para juntar-se à eles  ao final dos shows, para relaxar após tudo estar pronto para seguir estrada? Tudo ia tão bem do jeito que estava. A vontade crescente de dividir um palco e vibrar com a música conflitava com a responsabilidade de montar os shows.


Enquanto a música contagiava o ambiente e a galera ia ao delírio com “I wanna Rock and Roll All Night”, Clarissa discretamente buscou o baixo que estivera dentro do carro e, aproveitando um canto nos bastidores em que poderia ver seus amigos na banda sem deixar-se notar, foi dedilhando notas que somente ela ouviria. Não deixaria de praticar. Quem sabe um dia.


1 Imagem, 140 Caracteres # 480

 Boa noite! Tudo bem com vocês? Espero que sim!!! Depois de voltar ao trabalho com alguns dias de formação, aqui estamos!  Sexta-feira chego...