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21 de mar. de 2013

A um tempo cada vez mais corrido.

Deixe-me voar
Subir ao infinito
Elevar o coração 
e o espírito


Deixe-me só por alguns momentos
Curtindo a música que toca dentro de mim
Criando histórias sem propósito
Traçando planos que não irão para o papel

Deixe-me sonhar.... 
sonhos que talvez nem se concretizem
Longe do mundo de concreto
Deixe que eu me divirta comigo mesma, com minhas ideias

 


Esquecer por uns instantes a vida que tenho
Isolar-me com meus fones de ouvido, um livro 
e nada mais

                




            Ócio também é bom
             Descansar é um direito!                                                
                                            

15 de mar. de 2013

Boulevard Of Broken Dreams

 A noite cai, e a neblina vem chegando de mansinho. O frio envolve meus braços - quem mandou sair sem blusa? Encolho-me em mim mesmo e sigo caminhando. 
Não lembro que hora saí, não sei que hora volto para casa, e se volto. 
Sim, chegou o dia. O dia em que a solidão parece maior que tudo. 

A rua está vazia, uma avenida de sonhos despedaçados abre-se à minha frente e sigo só. Na rua vazia, escura e fria. 
Não espero por alguém que apareça de repente, nem por mãos estendidas, ou que se materialize qualquer ser perguntando o que pode fazer para me ajudar. Há muito não alimento mais esse tipo de ilusão. 

Sempre me gabei de não criar fantasmas, de não viver de ilusões. De encarar sem medo a dureza da realidade da vida. Criei um caminho próprio, apenas para mim. O problema é que só eu pude trilhá-lo.. no processo não trouxe mais ninguém comigo.

Mas hoje, hoje... um pouco de ilusão faria bem. 

Sonhar faria bem. 

Ao menos não estaria vendo uma cidade a dormir, enquanto ando só.Meus sonhos cansaram de esperar por mim, e me abandonaram. Minha sombra parece querer fugir em algumas calçadas desta solitária e cinzenta rua. O limite entre a realidade e a paranoia está muito tênue agora. Os dias se dividem entre ruins e nem tanto, o café fica amargo. O frio penetra nas mais grossas roupas. 
Pago o preço por ter me afastado das pessoas, quando a verdade era só minha. E o troco dói pela primeira vez. Abri mão dos sonhos e depois de tanto tempo, não resta nada para fazer ou para ser.... como vai ser a partir de agora? E se eu quiser retornar e construir outra estrada, conseguirei? Agora que esta estrada é um lar para mim... posso abandoná-la? 


(sei que não precisava escrever isto, mas... não, não é autobiográfico. Esclarecimentos feitos, voltamos à programação normal)




Eu ando em uma estrada solitária
A única que eu conheci
Não sei até onde ela vai
Mas é um lar para mim e eu ando só

Eu caminho por esta rua vazia
Na alameda dos sonhos destruídos
Onde a cidade dorme
E eu sou o único e ando só

Eu ando só
Eu ando só
Eu ando só
Eu ando...

Minha sombra, é a única coisa que anda ao meu lado
Meu coração superficial é a única coisa que bate
Ás vezes eu desejo que alguém aí fora me encontre
Até lá, eu ando só

Ahh Ahh Ahh Ahhh
Ahh Ahh Ahh Ahhh...

Estou andando na linha
Que me divide em algum lugar na minha mente
No limite da margem
E onde eu ando sozinho

Leia nas entrelinhas do que
Está arruinado e o que está tudo bem
Checo meus sinais vitais, para saber se ainda estou vivo
E eu ando só

Eu ando só
Eu ando só
Eu ando só
Eu ando...

Minha sombra, é a única coisa que anda ao meu lado
Meu coração superficial é a única coisa que bate
Ás vezes eu desejo que alguém aí fora me encontre
Até isso acontecer, eu ando só

Ah-Ah-Ah-Ah-Ah-Ah- Ahhh
Ah-Ah-Ah-Ah Eu ando só, eu ando ..

Eu caminho por esta rua vazia
Na avenida dos sonhos destruídos
Onde a cidade dorme
E eu sou o único e ando ...

Minha sombra, é a única coisa que anda ao meu lado
Meu coração superficial é a única coisa que bate
As vezes eu desejo que alguém aí fora me encontre
Até isso acontecer, eu ando só!

12 de mar. de 2013

Dores que temos, cores que não vemos.

Os velhos moinhos de vento movem águas passadas, enquanto lá fora gemem dores vindas e que ainda virão.

O presente, o passado, o futuro, pairam como balões de gás sobre nossas cabeças, povoando o céu de nossas incertezas e indagações. Vivemos em uma pequena clareira, muitas vezes achando que é esse o mundo real, enquanto não nos apercebemos da enorme e desconhecida floresta esperando ser explorada, mas não desmatada por nossos arroubos inconsequentes.

Precisamos de calma, mas cada dia ficamos mais agitados; precisamos de amor, mas cada dia mais nos esfriamos; precisamos de ombros amigos, mas cada dia mais nos isolamos.

Precisamos romper a casca, sair da caverna em que vemos sombras como realidades e ousar ver as cores reais da vida. Precisamos voltar a sorrir com franqueza, a confiar uns nos outros, a aceitar as mãos estendidas sem obrigação de retribuir, a falar com sinceridade, a ter boa fé, a olhar nos olhos.


Precisamos urgentemente voltar a ser humanos, pois a obrigação de sermos perfeitos está acabando conosco.
Há um mundo esperando, há uma vida esperando. E é a única vida que temos. Há muito mais do que conhecemos e temos, esperando para acontecer.

9 de mar. de 2013

Todo o Amor Que Houver Nessa Vida

Nem vou comentar, acrescentar nada a esta letra de música...Porque, sinceramente...não precisa!
Resume tão bem o desejo de amor que tantas pessoas sentem, então.. thats all folks!





Eu quero a sorte de um amor tranqüilo
Com sabor de fruta mordida
Nós na batida, no embalo da rede
Matando a sede na saliva
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia
E ser artista no nosso convívio
Pelo inferno e céu de todo dia
Pra poesia que a gente não vive
Transformar o tédio em melodia
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum veneno antimonotonia
E se eu achar a tua fonte escondida
Te alcanço em cheio, o mel e a ferida
E o corpo inteiro como um furacão
Boca, nuca, mão e a tua mente não
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum remédio que me dê alegria


6 de mar. de 2013

Céu Azul

 A morte de Chorão, vocalista do Charlie Brown Jr, me chocou um pouco... Há tempos, confesso, não acompanhava mais o trabalho da banda - mas achava muitas letras boas, reflexivas. 

Interessante notar que alguém que valorizava tanto a vida em suas letras, nos últimos tempos andava deprimido, (o motivo era justo...) A causa da morte ainda não está definida,mas o modo como o apartamento estava, a sensação de perseguição, enfim.. leva a acreditar em um quadro depressivo. 

Cada um lida com seus problemas de uma forma diferente... pena ele não ter conseguido "segurar o rojão", como vários outros artistas que também se foram. 

Cada um sabe de sua dor, sabe dos seus espinhos e das pedras em seu caminho. Então, descanse em paz... 

Abaixo, uma das músicas que gosto.. pela letra, pela melodia que acalma, pela voz. Enfim, conjunto da obra. 

Até a próxima.




3 de mar. de 2013

A Raposa e as Uvas - Repaginadas.

Havia uma raposa que estava esfomeada. Caminhando por várias propriedades, deparou-se com um vinhal. No alto das videiras, cachos violáceos, reluzentes. A raposa, lambendo os beiços, quis alcançar aquelas uvas tão apetitosas. 

Imagem tirada do blog  Paolita Mimos
Saltou.  No vazio. Tentou pular mais vezes, criou saltos elaborados, mas cada esforço redundava em fracasso e a fome apertava cada vez mais. Não havia uma escada ou outra árvore em que pudesse subir.


Dirigiu-se, então  à uma loja de eletroeletrônicos, pegou uma motosserra e derrubou várias videiras, com gargalhadas sádicas. 

Após derrubar e provar algumas uvas, lembrou-se que era carnívora, e na mesma propriedade encontrou um galinheiro. 

Comeu à vontade, e dias depois, morreu de gripe aviária. 


Moral da história:

1) Não contrarie sua natureza, se você for uma raposa, vá caçar. 

2 e não menos importante) Cuidado ao comer fora de casa! 


Tá , a história real tá aqui, ó:


Por hoje é só, até a próxima!!! Boa semana e saúde!

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 Boa noite! Tudo bem com vocês? Espero que sim!!! Depois de voltar ao trabalho com alguns dias de formação, aqui estamos!  Sexta-feira chego...