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Mostrando postagens de Julho, 2012

Ei, psiu...

Criei uma pequena enquete para saber o que pode melhorar ainda mais neste espaço que vocês visitam... Gosto muito de escrever, e de interagir com vocês, leitores. Preciso da opinião sincera de vocês, para este cantinho ficar ainda melhor e mais interessante. Então, se tiverem um tempinho, podem votar na enquete ao lado? Ou então comentar abaixo dessa postagem. Agradeço a atenção e até mais! ( semana que vem volto!!!) Abraços Mari

Várias Facetas, Várias Vidas - 4ª Parte (III)

capítulo anterior  SUZANA    Hoje está um belo dia de sol. Acordo com meu diário do lado, aberto ainda, mostrando-me como um lembrete – ou ameça? As anotações que fiz ontem, e que ainda ecoam na mente.      Levanto mais cedo, decidida a encarar o dia de outra forma. Pego meu crachá e tomo o café da manhã tranquilamente, antes que minha mãe acorde e comece sua infindável ladainha de queixas contra o mundo todo.     Termino meu café, minha mãe levanta e me despeço dela com um beijo, coisa que não faço há tempo. Apesar dos pesares, é minha mãe e devo a vida a ela. Pego a bicicleta e saio apreciando o caminho, em vez de ir sonolenta e reclamando.    Cumprimento a todos no trabalho, ligo o computador e vejo o que ficou pendente. Vou tentar ver o lado bom das coisas hoje, pois preciso descobrir se estou mesmo cansada deste trabalho ou se é apenas uma fase negativa.  A imagem de meu diário ainda está em minha mente.  Algumas mensagens no meu celular, de pessoas

O Salto ( para a derrocada)

Imagem tirada da Wikipédia As ondas de vaidade inundaram os vilarejos E minha casa se foi como fome em banquete Então sentei sobre as ruínas E as dores como o ferro e a brasa e a pele Ardiam como o fogo dos novos tempos Onde eu estava com a cabeça? Fui me deixar levar pela vaidade, pela jactância, e agora estou aqui, cabeça entre as mãos, contemplando as ruínas de meu orgulho. Que adiantou tantos anos se impondo, usando escadas vivas para alcançar um topo, sempre tornado inatingível pela ganância? Novos tempos se anunciam. Não há mais espaço para pessoas como eu.  E regaram as flores do deserto E regaram as flores com chuva de insetos E regaram as flores do deserto E regaram as flores com chuva de insetos Estrago tudo o que eu toco, quebro de vez tudo o que tento consertar. Com os cacos de minha autoconfiança desfeita monto este rosário de queixas e vergonha que me tornei,  por culpa total e completamente minha.  Mas se você ver em seu filho Uma fa

Blogagem Coletiva: Sou do tempo em que....

Essa blogagem vi no Escritos Lisérgicos , e foi proposta pelo Café Entre Amigos. Nossa... "sou do tempo em que"... essa frase me faz lembrar tanta coisa! Nasci na década de 1980, e apesar da inflação que pulverizava nossos salários, foi um tempo muito legal! As bandas de rock (e outros ritmos, sempre ouvi de tudo), seriados, filmes, brinquedos, novelas, gibis... nossa!  ...Sou do tempo em que...  - Nossa moeda vivia mudando de nome! (e proliferavam piadas sobre cortes de zeros):  Cruzado Cruzado novo  Cruzeiro  Cruzeiro real  Real -  McGyver era o cara! (mesmo com os mullets) - Não perdíamos Super Vicky e Punky, a Levada da Breca. - O irreverente TV Pirata fazia-nos rir muito!  (assista aqui: http://www.youtube.com/watch?v=SashcwanYpQ ) - Ah, e sem esquecer Juba, Lula, Bacana, Zelda e suas armações ilimitadas. -  Guns n' Roses despontava no cenário do rock internacional. - Os brinquedos que adorávamos ...

Várias Facetas, Várias Vidas - 4ª Parte (II)

  VICTOR capítulo anterior   A plateia grita, pula, canta junto. Eu arrasei também, sei disso! Toco um último riff de guitarra, a bateria conclui o show. O público vai ao delírio!  Estou cansado, porém feliz. Hora de desarmarmos o circo, grito para Eric. “Ok”, ouço de volta. Graaande cara.  Nossa van se coloca em movimento. Vou tocando a guita, usando os fones de ouvido. Eric sorri,exultante. Vander parece um pouco sério. O sol está surgindo, e vejo algo vermelho. Sangue? Um barulho horrível, gritos e gemidos. Cheiro de carne queimando. Dor, gente chorando. Um trecho de música... me sinto caindo... estendo a mão,pedindo ajuda, e paro antes do grito, pois não a encontro. Suor.  De novo esse maldito pesadelo! Mais uma manhã em que acordo revivendo a dor daquele dia. Nem pude me despedir de Eric... meu grande irmão, camarada. Vander veio me visitar ainda no hospital, em uma cadeira de rodas. Sinto dor nos dedos que não existem mais. E de novo, como tod

Várias Facetas, Várias Vidas - 4ª Parte (I)

(excepcionalmente nesta quarta) ANA A porta fechou-se atrás de mim e me deparei com um senhor aparentando entre 35 e 40 anos, observando-me através dos óculos abaixados.  Xi, pensei.. cara de poucos amigos.  Mas esta impressão logo se desfez. O senhor levantou-se rapidamente, estendeu a mão e com um largo sorriso cumprimentou-me: - Então, quem tenho  o prazer de conhecer agora? Esse tipo de recepção era um refresco, um oásis em meio a tantas caras fechadas e expressões de enfado que vira nos últimos tempos. Logo lembrei da recepcionista e seu olhar fixo na tela do computador. Que contraste.  - Sou a Ana - Bem vinda então, Ana! Posso dar uma olhadinha no seu currículo? - Claro, aqui está. Atualizei esta semana.  - Que bom, Ana.. quer um chá? Fique à vontade.  Ficar à vontade, com o peso do desemprego sobre os ombros e a expectativa de uma vaga abrindo-se (mesmo o cargo não sendo exatamente meu sonho) parecia um tanto difícil, mas me servi do chá do mesmo modo.

Dicas da Semana # 39

  Depois de um tempo sem postar, lá vão mais duas dicas de blogs. Deixe-me ser sua guia literária (auhauhauahau) em mais esta incursão; Sente-se confortavelmente, prepare  o mouse e vamos lá:

Plantão Devaneios Informa:

Com um final de semana longe do computador e as atualizações da Blogagem Coletiva,as postagens dessa semana vão ser um pouco diferentes. As Dicas da Semana serão postadas amanhã,e como não quero atrasar mais a história Várias Facetas, Várias Vidas , postarei essa semana dois capítulos seguidos: Ou seja, na quarta-feira, continua a história de Ana, e na sexta-feira, mais um capítulo da história de Victor. Também quero dar um imenso PARABÉNS a todos que participaram da Blogagem Coletiva foi um verdadeiro arrastão blogosférico e um sucesso. Aos poucos irei conseguir comentar em todos os blogs participantes. Faço Questão Também agradeço ao carinho de todos que acompanham meu blog!  Até amanhã Mari

Blogagem Coletiva - Espiritualidade

O QUE VEM A SER ESPIRITUALIDADE? Por que uma única palavra, com um significado apenas no dicionário, consegue ter tantos significados diferentes para cada pessoa no mundo? Falando agora um pouco da minha experiência, que é o objetivo da Blogagem Coletiva...     Minha experiência espiritual já teve altos e baixos: nasci e fui batizada em família católica. Meus pais, principalmente minha mãe, sempre valorizou muito os ritos de nossa religião, frequentando missas, novenas, rezando o rosário.      Na infância, eu não gostava muito de frequentar a igreja, pois criança ativa que eu era, achava aborrecido ficar recitando orações  e sentar...levantar...ajoelhar.. e sem falar nas ladainhas que a líder da comunidade "puxava", e que para meus ouvidos de criança eram nada mais que murmuração.  Imagem retirada do site projetovega     Depois dos nove anos, iniciei a catequese católica, para a primeira comunhão, e com a dedicação das catequistas pude entender

Mais Estranho que a Ficção *

Imagem retirada do blog Meninas e Seus Livros " Ele pegou sua mochila surrada, olhou para trás apenas mais uma vez- que jurou ser a última - e partiu. Para onde?" -Pois é, para onde? Esfrego os olhos, olho para o monitor. Verifico se o player do computador está ligado. Não está. -Falei com você! Não é a tv, tampouco o rádio.. e essa voz definitivamente não é do meu esposo. - Quem está aí? -Eu, caramba! -Eu quem, a nona ²? -Seu personagem sem rumo nem direção. Escuta aqui, Mari, ou Devaneios, ou sei lá: para onde eu vou? -Isso não está acontecendo... eu me nego a conversar com um personagem de ficção! -Querida, você me criou, me tirou a casa, me deixou sem rumo, colocou uma mochila pesada nas minhas costas e me deixou pensando para onde vou agora, sem nem olhar para trás. Você criou essa situação. O mínimo que você pode fazer é me dar um pouco de atenção. - Ô personagem, estou aqui há quinze minutos criando sua história. Quer m