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31 de mai. de 2013

29 de mai. de 2013

Jhonny

     Não, não é Johnny. Nem Dioni, como escreveu o agente veterinário. Era assim, Jhonny mesmo. Estava com frio, choramingando em um cantinho, quase imperceptível. Foi um trabalho convencê-lo a vir com a gente. Era miudinho, aparentemente estava perdido. Veio conosco para casa de um modo bem inusitado: protegido entre minha jaqueta e minha camisa, na garupa da motocicleta, minha mãe pilotando. Ao chegar em casa, oferecemos-lhe algo, e comeu com tal voracidade! Logo conquistou-nos, e decidimos: vai ficar! 

     Sempre com um olhar suplicante e meigo, carinhoso. Totalmente negro, não fosse por um chumacinho de pelos brancos, parecendo até uma gravatinha. Acordava-me pela manhã, não saía de perto. O nome, Jhonny, foi dado no mesmo dia em que encontramos. 

     Jhonny tinha gostos estranhos: beterraba cozida, couve-flor cozida, cebola usada para temperar carnes, e o mais doido: pepinos e chuchus, crus! Quando meus pais jogavam pedaços de pepinos para as galinhas comerem, lá estava o gatinho entre elas, deliciando-se com a improvável iguaria. 

    Depois de um tempo, ele ganhou uma companheira de brincadeiras e artes mil, a gata Tekinha. Sim, e o improvável novamente aconteceu: os dois devoravam pepinos! Tínhamos de ser mais ligeiros e colher os pepinos pela manhã, antes que os gatos os vissem, senão... muitos pepinos apareceram mordidos, ainda no pé. Sem falar nos chuchus que armazenávamos para dar às vacas, muitos deles apareciam mordidos também. 

    Jhonny era um gato sui generis: calmo, carinhoso e apegado ao território. Bem apegado! Na mudança para nossa casa nova, muitos quilômetros longe, mesmo estando dentro de um saco para "não ver o caminho", e na carroceria do caminhão que nos trouxe, ele nos mostrou esse apego. No mesmo dia em que chegamos à casa nova, ele sumiu.Uma semana depois, meu tio e antigo vizinho nos comunica: Jhonny estava na casa dele! Voltou à casa antiga, provavelmente não gostou dos novos donos e dirigiu-se ao terreno vizinho. 

     Meu tio gentilmente o trouxe de volta à nossa nova casa, mas não adiantou: uma semana depois, Jhonny novamente sumiu. Desta vez, não voltou: meu pai disse a meu tio que poderia fazer o que quisesse com o gato ( buááá), e como meu tio não queria ficar com ele, deixou-o em outro bairro, longe tanto da casa dele quanto da nossa. 

 
     Nunca mais soube do Jhonny. A Tekinha, essa ficou conosco, mas na casa nova perdeu seus hábitos alimentares estranhos. Estranho, não lembro que fim essa gata levou, embora gostasse muito dela. 
Lembro bem é do Jhonny. Pretinho, mancha branca, olhar carente, comedor de pepino! E que não gostou nada de sair da área rural em que morava, embora nossa casa nova fosse também em uma área parecida. 
Jhonny faz parte de um capítulo de minha vida que encerrou-se naquela mudança de casa. Talvez ele não tivesse de fazer parte do capítulo seguinte!



Pela primeira vez, escrevo uma crônica totalmente pessoal. Existiu sim, um gato chamado Jhonny com hábitos alimentares um tanto quanto peculiares.E eu fui dona dele por quase dois anos. Ou será que ele escolheu nossa casa, nossa família?
Não tenho fotos dele, na época não tínhamos câmera fotográfica lá em casa. Mas a lembrança é bem nítida.

26 de mai. de 2013

Uma Imagem, 140 Caracteres # 08




Ninguém, além de mim mesma, pode compreender o que estou passando. Choro e me alivio, depois voltarei ao mundo que me aguarda.



(Para ver as demais participações, clique aqui)

23 de mai. de 2013

Metonitáforas




Chavões, frases feitas, lugar comum, redundâncias....

Às vezes penso que quem cria e propaga essas frases feitas deveria sofrer uma sanção horrível: passar o dia acorrentado em monólogos, ouvindo ambiguidades, pleonasmos e catacreses por todos os lados, ficando emaranhado em chavões e cacofonias, sendo obrigado a toda hora a por as barbas de molho e a mão no fogo,para aprender a deixar de ser um anacoluto fabricador de hipérbatos e zeugmas.

E viva a ironia, com todas as suas orações coordenadas e subordinadas!


Personagem do falecido site Homem-Chavão

20 de mai. de 2013

Uma Imagem, 140 Caracteres # 07




" O mundo inteiro acordar, e a gente dormir"
Vamos seguir a sugestão do Cazuza hoje e nos preocupar apenas com nós dois?

18 de mai. de 2013

Desculpa!



Desculpa por não ter a resposta certa

Por não ter tato na hora em que mais se precisa
Por não saber a hora de parar, a hora de calar

Por não notar o que todo mundo nota

Por não saber o que todo mundo sabe
Por não ouvir lamentações vazias

Por ter outros pontos de vista
Por não compreender o senso comum

Por não me moldar ao mundo! 

Desculpa por não ser suficiente lapidada

Simplesmente, desculpa por não saber agradar, e nem me encaixar. 

E, desculpa por ser feliz assim!

13 de mai. de 2013

1 Imagem, 140 Caracteres #590

 Bom dia, boa tarde, boa noite! Tudo bem?  Chegando mais uma edição da nossa blogagem coletiva semanal!  Quem tem cantinho (ou até mesmo qua...

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