A primeira vez que entrei em um shopping center, estava com dezoito anos de idade, no longínquo ano da graça de 1998. E só fui lá por estar fazendo - gratuitamente- um curso de técnica de vendas. Não virei vendedora e demorei anos para voltar a fazer um passeio deste tipo.
Foi também a primeira vez que usei uma escada rolante, com certo receio de não conseguir pisar no primeiro degrau ou sair da escada sem tropeçar em nada.
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É interessante como parece ter uma minicidade lá dentro: você sai
de um restaurante e fica de frente a uma lanchonete, tendo de caminhar
pouco para acabar em um mercado ou loja de roupas e quando se vira para
outro lado acabou de entrar em uma livraria. Falando nisso, tenho de dar
uma olhada em um cadastro que fiz em uma delas. Em que outro ambiente
um piano de cauda esperando solenemente no centro de um pavimento está
há poucos metros de luzes piscantes e acessórios de realidade virtual,
com todo o ambiente perfumado por uma loja de essências?
A confusão de sons e cheiros pode deixar até atordoado quem não costuma andar muito em lugares assim.
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Banheiros de shoppings centers também são um caso a parte, cada vez uma surpresa. Já havia passado dos trinta quando entrei em um destes e levei um susto quando a água acionou sozinha assim que coloquei as mãos na pia..
Já saí de um banheiro achando que havia acabado o papel toalha e indo me secar em outro lugar, para na vez seguinte, algum tempo depois, ver alguém ao meu lado pegando papel. Aí que percebi que era preciso passar as mãos abaixo da plaquinha "papel", para que uma folha fosse liberada. Sinceramente, melhor que aquele esquema de soprar ar quente para secar as mãos, que todos sabemos que não seca tanto assim. E o aviso de que "duas folhas bastam" para secar as mãos? Propaganda enganosa! Minhas mãos são pequenas e não, duas folhas não bastam. Pelo menos não se for qualquer tipo de folha.
Mas enfim, vamos parar de falar de banheiros, senão terei de mudar o título do texto para "Crônicas de Banheiros", e isto iria acabar em um longo parágrafo falando de cheiros, sons e fluidos corporais, e não estou a fim de escrever sobre isto agora.
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Um "problema" de se passear em Shoppings é a área de alimentação, na qual cheiros de comidas, lanches, guloseimas e etcéteras alimentícios do mundo inteiro se misturam. Shawarma e sushis compartilhando metros quadrados, massas italianas e receitas lowcarb uma ao lado da outra, fast foods de um lado e o cheiro de capuccino vindo do outro, um pequeno quiosque de jujubas, enfim. Um desespero para alguém que estiver de dieta (ou não). Melhor não ficar muito tempo em um local assim, 😄😄😄.
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Nestas
férias, fui algumas vezes passear em Shoppings Centers - passear e
comer,pois vamos encarar a realidade, quem vai a um Shopping para fazer a
compra do mês no mercado? Conseguimos encontrar um DVD com raridades
de ficção científica, que ainda não terminei de assistir, uma livraria
em uma loja de departamentos que parecia abarrotada de títulos até eu
chegar mais perto e ver que uma prateleira era basicamente repleta
apenas com vários exemplares da mesma obra e chegamos a passar na frente do cinema porém
desta vez nenhum filme atraiu tanto a atenção. Fiquei mais focada na
livraria com a coleção completa do Harry Potter, mas no momento o fator grana não colaborou com minhas ambições. O mais
interessante são as exposições itinerantes que ocorrem, como brasões de
famílias, dinossauros que movem partes do corpo, peças de museu, o que rende um bom
aprendizado e um novo repertório de piadas internas entre mim e quem
estiver junto. Só não consegui ainda chegar em um momento em que
estivesse rolando um sarau literário ou artístico, mas já tirei foto em
frente a uma réplica da TARDIS. Só achei exagerada a quantidade de cãezinhos animados eletronicamente por metro quadrado na exposição de Natal.
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Talvez em uma próxima visita haja algum filme interessante, ou ao menos algum título que chame a atenção na livraria a ponto de justificar a viagem. Até o momento há um empate técnico entre a foto com a TARDIS e a mesa de sinuca na qual não consegui ganhar nenhuma partida.